Às vezes vem uma inspiração do nada, uma imagem do desconhecido...
pego um pincel, misturo umas tintas e sai algo assim...
Sinto escrever para desabafar o peito, espanar as idéias e colocá-las ao sol para matar o mofo... Para tudo o que me pesa por dentro, meus textos vêm para expurgar a dor e a indecisão na forma do belo... Pois ser um trovador não é apenas ser sabedor de rimas, é ser, antes de mais nada, verdadeiro com sua própria poesia concreta, crua e visceral... Assim, meus escritos não são de gaveta. São crus e frescos como se tivessem sido colhidos às primeiras horas do dia... Fernando Igrejas